O Pathos Classic Remix é um amplificador integrado híbrido que combina válvulas e transístores na exclusiva arquitetura InPol. Com 70 W por canal, DAC opcional e um design distintivo, propõe uma solução elegante e musical para audiófilos exigentes que valorizam som com qualidade, estética e versatilidade.
O essencial primeiro: o que é o Pathos Classic Remix
A Pathos Acoustics, fabricante italiano reconhecido pelo cruzamento entre engenharia e design, desenvolve há anos amplificadores baseados na arquitetura proprietária InPol. O Classic Remix é a mais recente evolução deste conceito: um amplificador híbrido que utiliza válvulas ECC88/6922 na amplificação de tensão e um único transístor por canal, em Classe A, para a saída de corrente.
O resultado é uma potência sólida de 70 watts por canal a 8 ohm, com menor dissipação térmica do que amplificadores exclusivamente a válvulas e sem necessidade de transformadores de saída dispendiosos.
Arquitetura InPol: o melhor de dois mundos?
O conceito InPol (Inseguitore a Pompa Lineare) permite combinar a musicalidade, riqueza harmónica e suavidade das válvulas com a autoridade, controlo e eficiência do estado sólido. A alimentação é assegurada por um transformador de grandes dimensões e 45.000 μF de condensadores de filtragem, garantindo reservas de corrente suficientes para cargas exigentes.
O circuito é totalmente balanceado: sinais single-ended são convertidos internamente em balanceados, reduzindo ruído e melhorando a integridade do sinal.
Design e construção: identidade Pathos
Visualmente, o Classic Remix destaca-se de imediato. O grande botão de volume em alumínio acetinado domina o painel frontal, contrastando com o chassis — disponível em acabamentos lacados (preto, branco ou vermelho) ou em madeira natural zebrano, mediante custo adicional.
Os dissipadores laterais em alumínio extrudido exibem discretamente o logótipo Pathos, enquanto um visor frontal de três dígitos indica entrada e nível, com brilho ajustável. Na frente encontram-se ainda os botões de seleção, uma porta USB e a saída de auscultadores.
No topo, sob proteções metálicas elegantes, surgem as duas válvulas ECC88, revelando a atenção ao detalhe também no interior, com placas SMD de elevada qualidade.
Conectividade e versão HiDAC
O painel traseiro inclui quatro entradas de linha, entradas balanceadas XLR, terminais robustos para colunas e uma saída pré-amplificada, permitindo usar o Classic Remix como pré-amplificador num sistema futuro.
Está disponível em duas versões: Classic Remix (analógico) e Classic Remix HiDAC, que conta com DAC integrado baseado no chip Burr-Brown PCM1793, compatível com resoluções de até 24 bits/192 kHz e com entradas USB, S/PDIF e TosLink.
A versão com DAC representa um acréscimo de valor significativo para quem procura uma solução “tudo-em-um”.
Controlo de volume e ergonomia
O controlo de volume recorre ao conceituado chip analógico TI PGA2310, conhecido pela precisão, baixo crosstalk e excelente desempenho sonoro. O botão frontal é motorizado e regressa sempre à posição central, preservando a estética limpa do amplificador.
O comando remoto em alumínio segue a mesma filosofia minimalista, sem inscrições visíveis, reforçando a identidade de design da marca.
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| Pathos Classic Remix |
O mais importante: o som
Em audição com colunas Acoustic Energy Corinium (92 dB de sensibilidade), o Classic Remix demonstrou controlo, fluidez e capacidade dinâmica mais do que suficientes para níveis realistas de audição.
Em Lady Blackbird – “It'll Never Happen Again”, o amplificador revelou uma apresentação intimista e emocional, com foco na expressividade vocal e um carácter ligeiramente contido no piano e contrabaixo, coerente com o ambiente da gravação.
No jazz de Elvin Jones, "Heavy Sounds", o Pathos destacou-se pelo sentido rítmico no diálogo entre a bateria de Jones, o saxofone tenor de Frank Foster, o baixo de Richard Davis e o piano de Billy Greene ao criar uma sensação quase “ao vivo”, transmitindo a energia da sessão original.
Na música clássica, a performance da violoncelista Jacqueline du Pré acompanhada pela mezzo-soprano Janet Barker, dirigidas por Sir John Barbirolli, ao interpretar Elgar: Cello Concerto, Op. 85 & Sea Pictures, Op.37, o som mostrou-se imediato, natural e envolvente, sublinhando a textura dos instrumentos de cordas e a coesão do ensemble.
Bónus inesperados: DAC e auscultadores
O HiDAC integrado revelou-se mais do que competente para o segmento de preço, oferecendo um som equilibrado, detalhado e musical.
A secção de auscultadores é outro destaque: não se trata de uma simples saída auxiliar, mas de um circuito dedicado com alimentação própria, capaz de fornecer até 1,6 W a 32 ohm. Com auscultadores exigentes como os HEDDphone TWO GT, o som apresentou graves profundos, excelente controlo e um carácter quente e sem esforço.
Conclusão
O Pathos Classic Remix é um amplificador integrado que alia estética de referência, construção sólida e uma sonoridade com personalidade. O seu carácter híbrido oferece calor e musicalidade sem abdicar de potência e controlo, enquanto o DAC e o amplificador de auscultadores elevam a proposta a um verdadeiro centro de sistema.
Com um preço a rondar os 5.612 euros (com HiDAC), apresenta uma relação qualidade/preço difícil de ignorar no universo high-end. Um amplificador tão belo de ouvir como de contemplar. Disponível em Audioarte.







