![]() |
| Fotografia © Gaetz Photography |
Criar um "contexto de harmonia e beleza que se deseja ver disseminado por todo o mundo" é a proposta da Gulbenkian para o concerto de Ano Novo.
A Gulbenkian abre 2026 com um espetáculo de Ano Novo marcado para os dias 7, 8 e 9 de Janeiro.
No dia 9, sexta-feira, o espetáculo será transmitido simultaneamente em direto, gratuitamente, pela internet, no site da Fundação Calouste Gulbenkian e no canal de Youtube da instituição.
O concerto tem a duração aproximada de duas horas e terá um intervalo de 20 minutos.
O repertório do serão musical de Ano Novo é focado na música francesa e conta com Sansão e Dalila, Carmen e Guilherme Tell, obras para as quais a voz meio-soprano de Rihab Chaieb se junta à orquestra da Gulbenkian, dirigida pelo Maestro Titular Hannu Lintu.
O concerto abre com Carnaval Romano, abertura op. 9 (1844), do compositor romântico e maestro francês Hector Berlioz, onde tomam protagonismo instrumentos como o corne inglês e o clarinete; seguindo-se Werther: “Ces lettres! ces lettres!”, de Jules Massenet.
A sessão continua com Guilherme Tell: Abertura (1829), a última ópera escrita por Gioachino Rossini dedicada ao lendário herói suíço do Século XIV, baseada na obra homónima de Friedrich Schiller (autor da Ode à Alegria), onde o instrumento de sopro corne inglês assume, juntamente com a flauta, sonoridades pastoris e bucólicas que evocam o património helvético e onde a cavalgada final sonorizada com trompas e trompetes representa o embate entre soldados suíços e tropas austríacas.
De seguida, Rihab Chaieb dá voz a Carmen: Habanera (1875), de Georges Bizet, numa história musical onde uma mulher cigana e operária ama e vive como quer, uma narrativa que provocou choque nas audiências francesas da altura, de acordo com o que nos conta o programa do concerto. Sedução, mas em ambiente de festa, é também a proposta, do mesmo autor, para o passo seguinte do espetáculo, com "Les tringles des sistres tintaient... Tra la la".
Depois de um intervalo de cerca de 20 minutos, o serão continua com obras de Camille Saint-Säens: Dança Macabra, op. 40 (1872) e Sansão e Dalila (“Amour! viens aider ma faiblesse” e “Mon coeur s'ouvre à ta voix”).
Obras do compositor alemão naturalizado francês Jacques Offenbach, considerado, diz-nos o programa, "o Mozart dos boulevards", marcam o epílogo do espetáculo, com a Abertura de Orfeu nos Infernos (1858), em tom mais festivo, e La Périchole (1868), obra baseada na peça de Mérimée (autor do conto no qual Carmen se baseia), uma ópera com uma dominante mais sentimental e com um cariz de crítica social, onde personagens pobres, esfomeadas, desprezadas e exploradas por um tirano incomodaram o público da época.
Alinhamento do concerto:
Hector Berlioz
O Carnaval Romano, abertura op. 9
Jules Massenet
Werther: “Ces Lettres! ces lettres!”
Gioachino Rossini
Guilherme Tell: Abertura
Georges Bizet
Carmen: Habanera
Carmen: “Les tringles des sistres tintaient… Tra la la”
Intervalo (20 minutos)
Camille Saint-Saëns
Dança macabra, op. 40
Sansão e Dalila: “Amour! viens aider ma faiblesse”
Sansão e Dalila: “Mon coeur s’ouvre à ta voix”
Jacques Offenbach
Orfeu nos infernos: Abertura
La Périchole: “Ah! quel dîner je viens de faire”

