O músico e compositor António Chainho morreu esta terça-feira na sua residência, em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completava 88 anos. A informação foi confirmada à agência Lusa pelo seu agente artístico.
Reconhecido internacionalmente como um dos maiores intérpretes da guitarra portuguesa, António Chainho deixa uma carreira com mais de seis décadas, marcada pela inovação, pela projeção do instrumento além-fronteiras e por um contributo decisivo para a música portuguesa.
Uma vida dedicada à guitarra portuguesa
Nascido em 1937, em Santiago do Cacém, António Chainho destacou-se desde cedo como um virtuoso da guitarra portuguesa, instrumento que ajudou a afirmar não apenas no fado, mas também em diálogos com outros géneros musicais. Ao longo da carreira, colaborou com inúmeros músicos portugueses e estrangeiros, contribuindo para uma abordagem contemporânea e universal da guitarra portuguesa.
Carreira encerrada em 2024
António Chainho encerrou oficialmente a sua carreira artística em setembro de 2024. Nesse mesmo ano editou O Abraço da Guitarra, o seu último álbum, uma obra de cariz intimista em que prestou homenagem aos mestres que o influenciaram através da rádio, meio fundamental na sua formação musical.
Reconhecimento nacional e internacional
Apelidado pela crítica especializada internacional como o “mestre da guitarra portuguesa”, António Chainho foi amplamente reconhecido pelo seu talento, inovação e pedagogia musical. O seu legado permanece como uma referência incontornável da música portuguesa e da valorização da guitarra portuguesa no panorama mundial.

