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EDITORIAL |
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Os
Concertos e as novidades desconcertantes… Afinal a música regurgita, por todos os cantos, de
público interessado em música: repare-se na forma como, apesar da demoníaca crise,
os bilhetes de alguns concertos se evaporam e na quantidade de gente nova que
adere e vibra com a música ao vivo – uma importante fatia da cultura e
entretenimento dos nossos dias. Isto, apesar das dificuldades mais que
sabidas da “influência” negativa provocada pela pirataria… O próximo ano, com as perspectivas que se colhem no
horizonte, o mercado não deixa margem para dúvidas: a música ao vivo vai
estar, de novo, em alta com os nomes já anunciados para os primeiros meses do
ano (leia-se as notícias no nosso Correio) e com aqueles que se antevê que
venham a ser anunciados para mais tarde. Quer isto dizer que estamos a viver um momento
particularmente frutuoso na música pop-rock?... Bom, aqui as opiniões dividem-se
já que as “novidades” não são de fazer luzir o olho nem acalmar o ouvido. Há,
por aí algumas promessas não totalmente bafejadas pelo talento e outras
atiradas para o barulho com ensurdecedores elogios. São os chamados ídolos de
uma juventude a quem nunca se ensinou saber ouvir música e distinguir a
qualidade do supérfluo. Nisso a nossa TV é um bom exemplo, que é como quem
diz, vende de forma maravilhosa gato por lebre… Seja como for, haja esperança. Há-de aparecer o dia em
que alguém vai apostar na qualidade pondo de parte os resultados que as
audiências vão alimentando a caminho da mais pura inutilidade. |
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Convite
Mas, atenção:
não devolvemos os materiais recebidos. |
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