BIOGRAFIAS

 

BEE GEES    

NÉ LADEIRAS   

SÉRGIO GODINHO   

XUTOS & PONTAPÉS

 

 

 

 

 

 


 

Bee GeesWB00789_.gif (161 bytes)

Falar dos Bee Gees, sempre foi, ao longo de toda a intervenção na História da Música Rock, um assunto polémico. Dividindo os teóricos da especialidade, estes três irmãos ingleses, que chegaram da Austrália, tiveram contudo um particularidade invulgar: introduziram no circuito, ou na cena, como preferirem, um estilo original que oscilava entre a pureza e a melodia. Todo o arranjo vocal assentou em bases extremamente simples e de grande efeito o que, por si só, foi o suficiente para ocupar um espaço dentro do Rock, que se encontrava vazio. Grupo lamecha para uns, músicos da beleza para outros, os Bee Gees sempre foram notícia. A sua vida divide-se em duas fases perfeitamente distintas, sendo que ambas partem da capital europeia da música rock: Londres.

Tudo começaria na cidade inglesa de Manchester, onde o pai de Hugh Gibb era o chefe de uma pequena orquestra local. No Natal de 1956 o pai Hugh oferecia ao filho mais velho, Barry, uma guitarra. Enquanto Barry ocupava o tempo a tirar de ouvido os velhos êxitos dos seus preferidos, Paul Anka e Everly Brothers, os dois irmãos gémeos, Maurice e Robin, entravam igualmente na onda e cedo, seis meses depois, se apanharam a cantar num pequeno cinema da sua cidade. Interpretando um dos maiores sucessos da altura "Wake Up Little Susie", os irmãos Gibb adoptariam o nome de "The Blue Cats" para se poderem apresentar no mesmo cinema, todos os domingos de manhã.

Em 1958, o pai Hugh decide mudar-se para Sidney, na Austrália, para aí começar uma vida nova, levando consigo toda a família. Passados alguns meses, os manos conseguiam uma audição pública pela Rádio de Brisbaness Station.

Ainda que o sucesso não tivesse sido tentador, tiveram contudo a oportunidade de conhecer Bill Gates (não, não é esse), um disc-jockey que se interessou por eles. Das iniciais dos seus nomes foi tirado um novo nome para o grupo: BEE GEES. Gravam, então, o seu primeiro single, contendo música da sua autoria, tendo o tema "Three Kisses of Love" obtido algum sucesso.

Percorriam entretanto todo o país, a Austrália, dando dezenas de concertos e impondo o seu estilo. Em 1965 e 66 atingiram o primeiro lugar dos tops australianos com os temas "Wine and Women", "I Was a Lover and Leader of Men" e "Spicks and Specks".

Durante dois anos seguidos foram considerados o melhor grupo. Animados pelo sucesso australiano, os irmãos Gibb, decidem tentar a sua sorte no seu País natal, a Inglaterra, onde naquele tempo se escreviam as melhores páginas da História da Música Rock.

Enquanto preparavam a sua partida, Barry Gibb decidiu enviar para Londres todas as gravações ao cuidado do manager dos Beatles, Brian Epstein. Ao certo não se sabe o que aconteceu, mas o que é facto é que todas essas gravações foram parar à mão de um dos agentes amigos de Epstein, o então desconhecido Robert Stigwood.

Talvez motivado com o sucesso que "Spicks" tinha tido na Austrália, Stigwood resolveu promover este tema em Inglaterra, apoiado numa grande campanha de publicidade. Os resultados não foram de todo animadores. É então que os irmãos Gibb escrevem aquele que viria a ser a sua rampa de lançamento definitiva no mundo da pop: "New York Mining Disaster". Primeiro lugar imediato em Inglaterra e em outros países. O caminho estava aberto e os Bee Gees começaram sem hesitações a percorrê-lo.

"New York" venderia mais de um milhão de discos e "Massachusets" ultrapassaria largamente este número. O sucesso da banda crescia por todo o lado, especialmente nos Estados Unidos, onde se tornaram um dos nomes favoritos do público em geral. Na sua primeira apresentação nos States os Bee Gees receberiam a "módica" quantia de 50.000 dólares. Depois é só uma questão de enumerar o que de memória se retém: "World", "I´ve Got a Message ToYou", etc. etc.

Para dar um som mais compacto ao grupo, os Bee Gees decidiram integrar dois músicos australianos Colin e Vince que, inconscientemente, haveriam de servir de prova à popularidade dos Bee Gees. A gente conta como foi. Colin e Vince eram estrangeiros em Inglaterra, razão pela qual precisavam de licença de trabalho. Aconteceu que essas licenças esgotaram a validade e os dois australianos viram-se obrigados a regressar ao seu país. Este assunto fez correr muita tinta, porque envolvia o destino de todo o grupo, que chegou mesmo a anunciar a sua dissolução. Toda a questão se resolveu, ultrapassados os diferentes problemas legais que envolvia. Enquanto decorria todo este processo, dezenas de jovens deslocavam-se diariamente ao Palácio de Buckingham com as mãos amarradas em sinal de protesto.

Resolvida esta trapalhada, tudo parecia retomar o ritmo normal, mas não foi isso que aconteceu. Em 1969, por razões tão diferentes quão inesperadas, os elementos do grupo anunciaram a sua separação. Vince decide regressar à Austrália, o que Colin faria igualmente, algum tempo depois. O que parecia impensável, tornou-se numa realidade, os irmãos Gibb zangaram-se e Robin parte para construir a sua própria carreira de solista. Enquanto se desenrolava este "drama" os irmãos casavam-se. Maurice casou com uma cantora famosa na altura, "Lulu". Mas, em 1970, Robert Stigwood corria desenfreado para todos os jornais a dar a boa nova! Os Bee Gees vão regressar. E regressaram, com um novo baterista, Geoff Bridgford, e dois temas de grande impacto: "Lonely Days" e "How Can You Mend a Broken Heart".

Grandes nomes do music-hall começaram então a cantar as músicas dos irmãos Gibb: Frank Sinatra, Tom Jones, Elvis Presley, Nina Simone, José Feliciano e muitos outros. Dos temas "To Love Somebody" e "Morning of My Life" seriam feitas dezenas de diferentes versões.

O que não deixa de ser interessante constatar na vida destes três irmãos ingleses, enquanto músicos, é o facto de que embora perturbados pela separação do grupo, os seus nomes nunca deixaram individualmente de merecer o respeito e a admiração de todos. Os dois álbuns que antecederam a sua separação, "Ideia" e "Odessa", chegaram mesmo a gozar de maior popularidade, por exemplo na Alemanha, do que qualquer outro trabalho dos Beatles ou dos Rolling Stones.

Os álbuns que se seguiram à nova fase da vida do grupo, apresentam características diferentes de toda a sua obra anterior. Com efeito, "Two Years On", "Main Course" e "Children of the World", embora mantendo a originalidade dos arranjos vocais, abrem novas perspectivas à expansão criadora do grupo, assentando na reformulação musical de toda a obra. Projectados que são, agora, para os quase ilimitados horizontes da fama, a que não é alheio de maneira nenhuma o seu trabalho em "Saturday Night Fever", o balanço da obra dos Bee Gees é, sem dúvida, compensador para os músicos e para os seus admiradores. Uma obra que se divide, como dissemos no princípio, em duas fases distintas: entre a pureza e a melodia e a intervenção mais efectiva num circuito mais amplo da história do Rock.

Em "Saturday Night Fever", os Bee Gees responsabilizaram-se por quase toda a Banda Sonora. No entanto, o cinema não os quer exclusivamente como músicos, daí a sua participação na adaptação cinematográfica da mais indiscutível obra-prima da música rock: "Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.

O ano de 1978 parecia não acabar para os Bee Gees. Em Novembro, iniciam a gravação de um novo álbum: "Spirits Having Flown". Três singles fizeram a festa: "Too Much Heaven", "Tragedy" e "Love You Inside Out", todos com passagem pelos primeiros lugares das tabelas de venda, nos dois lados do Atlântico. O álbum vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo.

A década fechou com os manos Gibb em alta: entre 77 e 80, eles comandaram o grupo pop mais bem sucedido de todo o planeta. Mas logo a seguir, o reverso da medalha, com o álbum "Living Eyes" a realizar uma carreira quase confidencial. Resolveram fazer uma pausa nas actividades da equipa e dedicar-se à família.

Robin e Barry aproveitaram para gravar a solo e estenderam a "marca" Gibb a uma série de outros artistas: Barbra Streisand ("Woman In Love"), Diana Ross ("Chain Reaction"), Dionne Warwick ("Heartbreaker") e a dupla Dolly Parton/Kenny Rogers ("Island In the Stream").

Em 1987, Bee Gees de novo em acção com o álbum "E.S.P." e o single "You Win Again". Voltaram também ao palco, com uma digressão que passou por três continentes. Começou aqui um ciclo de actividades bienais que, invariavelmente, constou de um álbum, um ou dois singles de sucesso, uma ou outra aparição ao vivo e um qualquer prémio. Uma espécie de período de manutenção, que correspondeu aos álbuns "One" (1989), "High Civilization" (1991) e "Size Isn’t Everything" (1993).

Na segunda metade dos anos 90, os Gibb continuaram a ver canções deles nos primeiros lugares dos tops, ainda que por interposta pessoa. Assim aconteceu com "Stayin’ Alive (pelos Ntrance), "How Deep Is Your Love" (Take That) e "Words" (Boyzone). Para não perderem a mão, os próprios Gibb refizeram "First of May", de molde a chegar a "top one" e, deste modo, abriram caminho para um novo álbum de originais. O disco chama-se "Still Waters", comemora 30 anos de carreira e antecede a maior digressão de sempre dos Bee Gees, que vai correr, a partir deste Verão, quatro continentes em 18 meses.

Com mais de 100 milhões dediscos vendidos, que os colocam no "top five" de todos os tempos (atrás de Elvis Presley, Beatles, Michael Jackson e Paul McCartney), os Bee Gees preparam-se, não só para vencer mais uma década, mas, sobretudo, para dobrar o milénio nos primeiros lugares das tabelas de venda.

Nota: Parte desta biografia foi publicada no número especial de Música & Som dedicado ao filme "Saturday Night Fever".


 

Né LadeirasWB00789_.gif (161 bytes)

Nasceu no Porto a 10 de Agosto de 1959, tendo sido influenciada desde cedo pelo ambiente musical que se vivia na família. A mãe cantava ópera, o pai tocava viola d’arco e o avô materno tocava guitarra portuguesa, cavaquinho, braguesa e instrumentos de percussão portugueses.

Fez a sua primeira aparição pública no Festival dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. Tinha, então, seis anos de idade.

Ao longo da sua adolescência foi participando em vários projectos musicais com músicos amigos até que, em 1974, iniciou o seu primeiro projecto de fundo, como membro fundador da Brigada Victor Jara. Com este grupo grava dois álbuns: "Eito Fora", em 1977 e "Tamborileiro", em 1978.

Em 1979 é convidada por Manuel Faria a integrar os Trovante, gravando nesse mesmo ano o single "Tocar a Reunir".

Em 1980 é a vez de Nuno Rodrigues a convidar para fazer parte da Banda do Casaco. Gravam-se os álbuns "Jardim da Celeste"(1981) e Também Eu" (1982) com a participação de Jerry Marotta, na altura baterista de Peter Gabriel.

Em 1982 é editado o primeiro trabalho a solo de Né Ladeiras: o EP "Alhur" é composto por quatro temas seus, com letras de Miguel Esteves Cardoso, produção de Ricardo Camacho e com os elementos dos Heróis do Mar como músicos de estúdio.

Ainda durante esse ano, participa na gravação de "Amor", dos Heróis do Mar; é a sua voz que se ouve na mistura de dança do maxi-single, também incluída no lado B do single.

A experiência de gravar a solo agradou a Né Ladeiras, pelo que a repete em 1984 com o álbum "Sonho Azul", desta vez com produção de Pedro Ayres de Magalhães, que também é responsável pelos textos. Né assina a maior parte das músicas, sendo outras de parceria com Pedro Ayres.

Entre 1985 e 1989 Né Ladeiras inicia um trabalho de pesquisa sobre uma das suas heroínas de sempre, Greta Garbo, a quem resolve dedicar o seu álbum seguinte. Ao mesmo tempo, abraça outra das suas paixões, a rádio, dividindo-se entre a Antena 1 e a TSF.

Em finais de 1989 edita, finalmente, "Corsária", com produção e arranjos de Luís Cília. Também aqui Né Ladeiras compõe todas as músicas, cabendo a responsabilidade dos textos a Alma Om, uma amiga muito especial, que se estreia como autora. Infelizmente, o (in)sucesso deste álbum fica directamente ligado à sua editora, a Transmédia, que abre falência pouco tempo após o lançamento de "Corsária".

Apesar do insucesso, Né Ladeiras não desiste, gravando em 1994 um dos seus melhores álbuns até à data, o excelente "Traz-os-Montes", resultado de dois anos de pesquisa de material relacionado com a música e a cultura tradicionais transmontanas. O álbum é produzido por Luís Pedro Fonseca e o espectáculo a que dá origem é gravado para a RTP ao vivo no Centro Cultural de Belém, em Fevereiro de 1995. "Traz-os-Montes" é também galardoado com o prestigiado Prémio José Afonso, instituido pela C.M. da Amadora e que anualmente distingue o melhor álbum de música portuguesa.

Após "Traz-os-Montes", Né Ladeiras tem em 1996 a oportunidade de realizar um sonho antigo: gravar um álbum inteiramente dedicado à música de Fausto. Nasce, assim, "Todo Este Céu", que tem a particularidade de se debruçar sobre o lado mais místico e mitológico do compositor. O álbum é produzido por Eduardo Paes Mamede e, pela primeira vez, pela própria Né Ladeiras, nele participando dois convidados muito especiais: Jorge Palma (voz), em "Atrás dos Tempos" e Paulo Marinho (gaita de foles e flauta) em "Porque Não Me Vês" e "Todo Este Céu".

 

DISCOGRAFIA:

"Eito Fora" - Brigada Victor Jara (1977)

"Tamborileiro" - Brigada Victor Jara (1978)

"Tocar a Reunir" - Trovante (1979)

"Jardim da Celeste" - Banda do Casaco (1981)

"Também Eu" - Bando do Casaco (1982)

"Alhur" (1982)

"Sonho Azul" (1984)

"Corsária" (1989)

"Traz-os-Montes" (1994)

"Todo Este Céu" (1997)


 

Sérgio GodinhoWB00789_.gif (161 bytes)

Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suiça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.

Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José MárioBranco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro letras. É ainda neste ano que Sérgio faz a sua estreia discográfica, com o seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes", e com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada". Recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano" e, no ano seguinte, com "Sobreviventes" - que três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado - é eleito "Melhor Disco do Ano".

Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Volta a colaborar como letrista no segundo álbum de José Mário Branco, "Margem de Certa Maneira". No ano seguinte, muda-se para o Canadá, onde integra a companhia de teatro Genesis. É neste país que Sérgio recebe a notícia do 25 de Abril. Regressa a Portugal. Já no nosso país edita o terceiro álbum de originais: "À Queima-Roupa".

Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como actor. Este tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).

Em 1977 volta a colaborar num filme. Desta vez, com dois temas na banda sonora de "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-Crú", é editado no ano seguinte. Novo ano (1979), novo álbum: "Campolide", que viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor album de música portuguesa desse ano.

Em 1980 Sérgio volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Potuguês ddo Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".

Em Setembro de 1983 edita "Coincidências". Neste álbum conta com a participação de nomes grandes da música brasileira como Ivan Lins, Milton Nascimento e Chico Buarque. Um ano mais tarde, Sérgio Godinho regressa com "Salão de Festas", de onde emergem os temas "Quimera do Ouro" e "Coro das Velhas".

Em Julho de 1985, coincidindo com os concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto sob o título "Era Uma Vez Um Rapaz", edita um duplo álbum retrospectivo da sua carreira, com o mesmo nome. Ao todo são 19 temas gravados entre 1971 e 1984, a que se junta o inédito "Guerra e Paz".

Em 1986 compõe o tema "Dor d’Alma", interpretado por Anamar, para o filme de José Nascimento "Reporter X". Sérgio viria a incluí-lo no seu próximo álbum, "Na Vida Real", editado em 1987. Em 1988 surge o disco com o título "Sérgio Godinho Canta Com os Amigos de Gaspar", que inclui as canções escritas para a série infantil "Os Amigos de Gaspar", da RTP. 1989 é o ano de "Aos Amores", primeiro álbum de Sérgio para a EMI-Valentim de Carvalho, que viria a vencer o Prémio José Afonso, instituído pela Câmara Municipal da Amadora.

Em Abril de 1990 inicia uma série de concertos sob o título "Escritor de Canções", no Auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa. Este espectáculo sobe 20 vezes à cena, no período de um mês, dirigido por Ricardo Pais e com direcção musical de Manuel Faria, dos Trovante. Meses mais tarde, "Escritor de Canções" resulta num duplo álbum. Após apresentação de "Escritor de Canções" em Macau, Bombaim e Goa no início do ano de 1991, a RTP exibe a série "Luz na Sombra", seis programas sobre as profissões menos visíveis do mundo da música, com autoria e apresentação de Sérgio Godinho.

Em 1993 edita "Tinta Permanente" em que colaboram Teresa Salgueiro (Madredeus), Filipa Pais (Lua Extravagante), Dora e Sandra Fidalgo (Delfins). No fim do ano apresenta o concerto "A Face Visível " no Teatro Rivoli, no Porto e Teatro Municipal de São Luís, em Lisboa. "Tinta Permanente" recebe o Prémio José Afonso de 1994 relativo ao melhor álbum de música portuguesa do ano. Ainda em 1994 actua no Coliseu de Lisboa num concerto com direcção musical de João Paulo Esteves da Silva e em que participam os Sitiados, Jorge Palma e Filipa Pais.

No fim de 1995 - após participar no projecto "Espanta Espíritos" no tema "Apenas um Irmão", em dueto com Pacman (Da Weasel) e o rapper Boss AC - é editado o álbum ao vivo "Noites Passadas - O Melhor de Sérgio Godinho ao Vivo", com gravações dos concertos realizados no São Luís, em 1993 e no Coliseu de Lisboa, em 1994. Em Março de 1996 actua no Ritz Club com Manuel Faria no piano e Ricardo Rocha na guitarra portuguesa. Em Maio, volta aos concertos no Coliseu do Porto.

Em Fevereiro de 1997 Sérgio inicia as gravações de "Domingo no Mundo" tendo sido editado em 2 de Junho desse mesmo ano. A sua edição constituiu - e continua a constituir - êxito assinalável, especialmente nas suas apresentações em público.


 

Xutos & PontapésWB00789_.gif (161 bytes)

1978

20 de Dezembro - Primeiro ensaio da banda, depois de Zé Pedro (guitarra) e Zé Leonel (voz) se terem juntado, através de anúncios em diversos jornais, a Kalú (bateria) e Tim (baixo).

 

1979

13 de Janeiro - Primeira actuação ao vivo dos Xutos & Pontapés, quando da comemoração dos "25 anos do Rock and Roll" na sala dos Alunos de Apolo. No dia seguinte, o seu nome é citado no programa de rádio "Os Caminhos do Rock" como sendo uma banda punk.

2 de Maio - Primeiro concerto organizado pelos Xutos & Pontapés, onde também actuam os "Minas e Armadilhas" e os "Aqui d’El Rock".

 

1980

26 de Janeiro - Os Xutos & Pontapés fazem a primeira parte dos UHF, no Laranjeiro.

23 de Fevereiro - Os Xutos & Pontapés fazem a primeira parte de Wilko Johnson Solid Senders, no Pavilhão dos Belenenses.

11 de Março - Os Xutos & Pontapés tiram a carteira profissional.

 

1981

Fevereiro - Entrada do guitarrista Francis para o grupo.

Março - Saída do vocalista Zé Leonel. Os Xutos tiram a carteira profissional.

Abril - Primeiro concerto dos Xutos & Pontapés com Tim como vocalista.

Agosto - Primeira gravação para a televisão.

Novembro - Gravação dos dois primeiros singles do grupo para a etiqueta "Rotação". Primeiras passagens de temas do grupo na rádio.

Dezembro - Concerto no "Rock Rendez-Vous" para lançamento do single "Sémen/Quero Mais". Participação na maratona do rock promovida pelo jornal "Musicalíssimo". Prémio da banda revelação no programa "Rotação", de António Sérgio.

 

1982

Janeiro/Fevereiro - Boa reacção da crítica ao primeiro single dos Xutos & Pontapés que efectuam vários espectáculos por todo o país. Primeiro lugar no top de preferências nacionais na Rádio Renascença. Décimo lugar no top do programa "Rock em Stock" (que corresponde ao primeiro lugar de uma banda portuguesa).

Março - Lançamento do segundo single dos Xutos & Pontapés, "Toca e Foge/Papá Deixa Lá".

Abril - Gravação do primeiro LP, "Xutos & Pontapés 78-82".

Junho/Julho - Várias idas à televisão, entrevistas na rádio e nos jornais. Três dos temas da banda ("Avé Maria"/"Mãe"/"Sémen") são proibidos na Rádio Renascença. É pedido para não ser passado na Rádio Comercial o tema "Mãe".

Agosto - O grupo rescinde o contrato com a editora, porque esta não paga os respectivos direitos.

Outubro - Gravação do indicativo do programa "O Som da Frente" na Rádio Comercial.

Novembro - Tentativa de gravação do LP ao vivo no "Rock Rendez-Vous", que não resulta.

Dezembro - Várias nomeações e prémios de jornais e programas de rádio. Os Xutos & Pontapés são considerados uma das melhores bandas ao vivo.

 

1983

Janeiro/Fevereiro/Março - Vários concertos da banda.

1 de Maio - Último concerto com o guitarrista Francis.

18/19 de Maio - Primeiro concerto dos Xutos & Pontapés como trio, na reabertura do "Rock Rendez-Vous"

16 a 19 de Junho - Primeiro mini-tournée com quatro concertos em Lisboa para apresentação do trio que actua com artistas convidados, entre eles o saxofonista Gui.

Julho - Participação no Festival da Paz em Tróia.

Setembro - Gravação de maquetas com novos temas.

Outubro/Novembro - Ida à televisão apenas com as maquetas. Primeiro lugar no top do programa "A Cor do Som" da Rádio Renascença. Segunda mini-tournée em Lisboa e arredores (os Xutos fazem 11 espectáculos em 30 dias).

22 de Novembro - Entrada do guitarrista João Cabeleira (ex-Vodka Laranja) passando os Xutos, de novo, a quarteto.

2 de Dezembro - Passagem do ano no RRV com os Casino Twist. Concerto com lotação esgotada.

 

1984

13 de Janeiro - Os Xutos organizam a comemoração do seu aniversário no RRV.

Maio - Contrato com a editora "Fundação Atlântica". Gravação do terceiro single da banda.

Junho - Saída do single "Remar, Remar/Londa Se Torna a Espera".

Julho - Gravação do maxi-single "Remar, Remar/Sexo", que não chega a ser editado.

Outubro - Os Xutos rescindem o contrato com a Fundação Atlântica.

Novembro - O saxofonista Gui entra para a banda.

Dezembro - Saída de uma colectânea de bandas ao vivo no RRV, que inclui dois temas dos Xutos & Pontapés. Participação no "I Ciclo de Novo Rock" realizado no Porto.

 

1985

Janeiro - Os Xutos organizam a comemoração do seu aniversário no Porto. Participam também no "Porto Rock 85".

Fevereiro - Início dos contactos com a editora Valentim de Carvalho.

23 de Março - Os Xutos deslocam-se pela primeira vez ao estrangeiro. Concerto em Mérida (Espanha).

Abril - Gravação das primeiras maquetas para a editora.

1 de Junho - Nova ida a Espanha (Cáceres), para um concerto.

Setembro - Os Xutos assinam contrato com o manager Vitor Silva.

9 de Setembro - Mais um concerto em Espanha ( Albuquerque), com duas bandas do país vizinho: Gabinete Caligari e Glutamato Yé Yé.

19 a 26 de Setembro - Mini-tournée de quatro concertos na cintura industrial de Lisboa.

4 de Outubro - Reabertura do RRV com um concerto dos Xutos.

Novembro - Os Xutos não chegam a acordo com a Valentim de Carvalho e optam pela gravação de um LP na editora Dansa do Som, ligada ao RRV.

Dezembro - Sai o álbum "Cerco". Novo concerto no RRV.

 

1986

Janeiro - Participação no "III Ciclo de Rock" no Porto.

Fevereiro - Entrada em estúdio para a gravação do quarto single.

Abril - Participação no "Lisboa Rock 86" no Pavilhão dos Belenenses.

Maio - Ida a Espanha (Vigo). Saída do single "Barcos Gregos/Homem do Leme". Novo concerto no RRV.

Julho - Concerto no "Pathé" em Lisboa, com 2.000 pessoas.

31 de Julho/e de Agosto - Gravação de um disco ao vivo no RRV durante duas noites.

1 de Agosto - Assinatura do contrato com a editora Polygram.

29 de Setembro - Espectáculo em Cáceres (Espanha), com os Heróis do Mar e algumas bandas espanholas.

Outubro - Diversos espectáculos na província.

Novembro - Participação no Rock Vigo/Porto 86. Actuação no Festival Rock para a Juventude, realizado no Pavilhão de Cascais.

5, 6 e 7 de Dezembro - Vitor Silva organiza o primeiro intercâmbio Ibérico e promove três concertos em Portugal com os Xutos e os Buildings de Barcelona, a que assistem cerca de 7.000 pessoas.

10 de Dezembro - Espectáculo na Sala Bikini, em Barcelona.

12 de Dezembro - Espectáculo em Sabadell (Barcelona).

 

1987

5 de Fevereiro - Lançamento do LP "Circo de Feras" e do single "Saí P’ra Rua/Pensão" pela editora Polygram. Início da tournée "Circo de Feras" com o primeiro espectáculo em Madrid.

Fevereiro - Gravação do primeiro video-clip do grupo.

14 de Fevereiro a 8 de Maio - Digressão nacional da banda com "Circo de Feras". No último concerto desta digressão, o grupo recebe o primeiro disco de prata correspondente à venda de 10 mil unidades de "Circo de Feras".

Outubro - O grupo renova o contrato com a Polygram por mais três anos e grava o single "Casinha/Eu Sou Bom/A Minha Aventura Homossexual com o General Custer".

Novembro - "Circo de Feras" é disco de Ouro. O grupo efectua várias actuações no Brasil.

 

1988

13 de Janeiro - O single com a "Casinha" atinge vendas superiores a 90 mil unidades - é disco de platina. Gravação de um novo álbum, "88", produzido por Paulo Junqueiro e Ramon Galarza. Inicia-se a maior tournée de um grupo rock em Portugal, com 60 concertos em quatro meses, para mais de 240.000 pessoas.

29, 30, e 31 de Julho - Final da tournée, em Lisboa, de que resultou a gravação de um triplo álbum, "Xutos ao Vivo", editado em Novembro. Vinte dias depois de ter sido posto à venda é disco de platina.

 

1989

13 e 14 de Janeiro - Os Xutos comemoram o seu 10º Aniversário com dois concertos: um em Gondomar e outro em Braga.

21 de Janeiro - Pela primeira vez os Xutos actuam no Oriente, no Festival Rock de Macau. Prosseguem com concertos na Europa, actuando em Estrasburgo, Genève, Luxemburgo e Colmar. As ilhas da Madeira e dos Açores não foram esquecidas. No total foram 70 espectáculos a que assistem cerca de um milhão de pessoas. Esta tournée termina na Festa do Avante, em Setembro, perante uma audiência de cem mil espectadores.

6 de Junho - Apresentação do single "Se Me Amas/Submissão".

 

1990

Janeiro - Espectáculos em Orleans e Leaure (França) com o grupo francês Mano Negra. Os Xutos assinam contrato com a Polydor francesa para a edição do álbum "88", em França, que passou a ter o título "90".

Fevereiro - O novo álbum "Gritos Mudos", entra em fase de preparação.

Março - Os Xutos partem para o Brasil onde gravam "Gritos Mudos", com produção de Paulo Junqueiro e Ramon Galarza.

Abril - Os Xutos participam na 1ª Bienal Europeia de Rock em Toulouse.

Maio - Início de tournée em Barcelos, que terminaria em Setembro. Deslocações para concertos em Toronto e Montreal.

Novembro - Mini-tournée pelos liceus de Lisboa e Porto. Actuações em França, Luxemburgo e Suiça.

Setembro - Gui sai do grupo.

 

1992

Junho e Julho - Após vários concertos no país, o grupo entra em estúdio para gravar o LP "Dizer Não de Vez". O álbum é gravado em Sintra durante os meses de Junho e Julho e o primeiro single, "Chuva Dissolvente", é posto à venda em Outubro.

Novembro - O álbum "Dizer Não de Vez" é considerado pela imprensa como um dos melhores discos do ano.

Dezembro - "Dizer Não de Vez" é disco de prata com vendas de 10.000 exemplares.

 

1993

Janeiro - Os Xutos regressam aos concertos no País e no estrangeiro. Em Junho vão a Toronto - actuam no Ontario Place perante cerca de 7.000 espectadores. No estádio de Alvalade, no Portugal ao Vivo, são considerados pela crítica como o melhor grupo da noite.

Agosto - Actuam em França, no Festival Les Escales. Entram em estúdio para gravar novo álbum.

Setembro - Actuam na Festa do Avante. Participam no festival L’Estat du Rock 93, em Barcelona. Terminam a gravação do LP "Direito ao Deserto".

19 e 20 de Outubro - Gravam uma versão de "Coro da Primavera", tema de Zeca Afonso, para ser incluída no álbum de homenagem ao artista, editado em Abril de 1994.

25 de Outubro - O single "Jogo do Empurra", extraído do álbum "Direiro ao Deserto" começa a ser rodado na rádio.

 

1994

13 de Janeiro - Comemoração do 15º Aniversário da banda com um concerto no Coliseu do Porto. Segue-se a tournée habitual que, desta vez, os leva aos Estados Unidos, onde actuam para centenas de milhar de portugueses. Em Itália participam num Festival internacional.

Setembro - Efectuam um concerto no Campo Pequeno, com uma produção invulgar entre grupos portugueses. São convidados a tocar com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, no estádio do Restelo, acontecimento inédito numa banda de rock nacioanl.

 

1995

Durante este ano, os Xutos dão 36 concertos em Portugal, um no Canadá (no 10 de Junho, perante cerca de 50 mil pessoas) e outro em Paris. Em directo na Antena 3 efectuam um concerto acústico cuja gravação deu origem a um disco ao vivo, editado em Dezembro pela Polygram. O Blitz concede-lhes o 1º Prémio de Carreira.

 

1996

Janeiro - O álbum "Xutos & Pontapés ao Vivo na Antena 3" é considerado disco de prata. O grupo inicia uma digressão por Viseu.

Novembro/Dezembro - Procede-se à gravação do álbum "Dados Viciados", numa produção de Ronnie Champagne. É o primeiro disco a ser gravado para a editora EMI -Valentim de Carvalho. Finalmente!

 

1997

15 de Março - O álbum "Dados Viciados" é apresentado à comunicação social no Casino da Figueira da Foz.

24 de Março - É posto à venda o novo álbum que passadas algumas semanas já era disco de ouro.

 

1998

Nos primeiros meses deste ano é lançado o seu último álbum com temas relativos à banda sonora do filme "Tentação" que, aliás, dá o título a este seu último trabalho.